Monday, August 22, 2005

'Never speak a word again, I will crawl away for good'

I have never felt so frail;
I have never failed to feel;
I have never felt to feel;
I have never failed to fail;

Ou o que quiseres. Porque já nem me faz diferença.
E porque vai dar tudo ao mesmo.
E nem vale a pena explicar que...não vale a pena. Não interessa a ninguém.
Não há palavras no dicionário que possam expressar o quanto isto me cansa, por isso nem vou tentar.
E isto não é para ser percebido. Não me importa. Não me importa. Não me importa.
Ou talvez me importe demasiado. Não sei. Mas também não quero saber.
Podia ser clara, mas não quero. Podia ser discreta, mas não quero.
Podia ser feliz, mas também não quero. Quero? Pois, parece que não.
Deixa lá. Não há problema. Ou se calhar há. Se calhar eu deveria (querer) ser feliz. Mas não quero.
E talvez seja mesmo possivel colar-me, mas a verdade é que eu não quero.
Eu estou bem assim, obrigada. 'Obrigada por nada'.
O Vincent disse-me que eu devia acreditar em Deus. Mas ele não existe. Deus também não existe, por isso deve fazer sentido. Faz? Não faz, pois não? Nada faz.
Não me importa. Não me importa. Já disse que não me importa?
É porque não me importa mesmo...a sério! Ou talvez me importe.
Talvez eu gostasse que as coisas fizessem sentido, ás vezes. Mas não fazem.
E depois é tudo uma confusão de palavras e pensamentos e gritos e lágrimas e coisas semelhantes.
Eu devia rastejar até um lugar deserto onde pudesse morrer. Mas tenho preguiça.
Morro já aqui, escondidinha.
Ninguém vê. Nem ninguém ouve. Eu faço pouco barulho...aprendi a chorar baixinho.
E bolas, voltei a ter 5 anos.
Só que agora não há colo, nem rebuçados de mentol, nem canções que me dizem para não ficar triste porque o mundo é todo meu.
Não me importa, eu também não quero canções, quero silêncio. Aquele que vai roubando o ar.
E é estranho porque agora começo a lembrar-me dos pesadelos que tinha dantes e descubro que me transformei num deles. Mas não faz diferença. Agora não.
Já disse que não quero ser colada! Deixa-me em paz. Mas não te vás embora...hey, não te vás embora...! Pronto, já foi. Mas não me importa. A sério que não. Eu até gosto de estar sozinha.
Só é pena até o senhor carteiro ter-se esquecido de mim. Eu gosto de cartas. Interessa a alguém? Pois, eu já sabia. Obrigada à mesma.
Isto é inútil. Provavelmente ninguém leu para além da segunda linha, mas se ainda me estiverem a ler...parem. Porque não vai haver aqui nenhuma merda literária que faça de mim a nova Margarida Rebelo Pinto. Está bem? Isto é só um monólogo idiota. Isto não vai falar de quecas nem de sapatos com berloques. Por isso adeus. Isto é algo que nunca vai ser lido por mim sequer. E adivinhem lá....? Eu não sei escrever! Já tinham reparado que tudo o que está aqui escrito é uma treta? Pois, eu também. Mas novamente, não me importa.
Tenho passado os ultimos minutos a escrever tudo o que me vem à cabeça, só para não me atirar contra as paredes outra vez. Porque dói-me o corpo todo. E a estante de madeira já está em mau estado. Eu estou pior. Mas eu não sirvo para guardar livros e essas merdas, por isso não importo. Eu não sirvo para enfeitar a casa. Percebem? Não? Ohhh, quero lá saber.
Podia continuar aqui a escrever até ser noite outra vez, mas recomecei a chorar, por isso vou estar ocupada durante as próximas horas.
Prometi que esta é a última embalagem de lenços de papel que gasto com esta estúpidez toda. Será que vou cumprir o que prometi? Não me parece, a embalagem está quase no fim e ainda tenho muito que chorar. Por isso vou indo, está bem?
Sejam felizes, se quiserem. Eu não quero (já tinha dito?).

[O blog foi-se apagando, apagando...até que desapareceu. Deixou só isto...
Adeus e todas aquelas palavras ranhosas que se usa nas despedidas.]